quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O QUE O NATAL TEM A VER COM O PEIXE

Você tem um aquário em casa? Eu tenho, mas, atualmente, ele está vazio. Espero comprar outros peixes em breve, pois não gosto de olhar para o meu aquário vazio.

Você sabia que o peixe já foi um símbolo do cristianismo, bem antes da cruz de Cristo? Pois até hoje é.

Quando a igreja de Jesus estava nos seus primeiros dias, era perigoso ser um cristão. As autoridades romanas e judaicas perseguiam e prendiam os cristãos, porque para o império romano os cristãos eram uma ameaça política e, para os doutores da lei judaica, os cristãos eram uma ameaça religiosa.

Para que duas pessoas desconhecidas se identificassem uma para a outra como cristãs, uma delas desenhava um semicírculo, ou linha em forma de concha voltada para baixo. Se a outra pessoa também fosse cristã, ela desenharia outra linha em forma de concha voltada para cima, completando a forma do peixe.




Mas por que o peixe? Porque em Mateus 4: 19 e em Marcos 1: 17, está escrito que Jesus disse aos dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André: “... Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”

Estamos no mês de comemorar o nascimento de Jesus, que chamamos de natal. E eu gostaria usar a figura do peixe para convidar você a uma reflexão para relembrar em detalhes ou para esclarecer a quem ainda não entendeu o que o nascimento de Jesus significou e significa até hoje para todos nós da espécie humana.

No nascimento de Jesus Cristo, o Senhor Deus, o criador de tudo o que há, se fez homem para estar entre os homens. Ao assumir a forma humana, Deus, na pessoa do seu filho Jesus, se permitiu sentir tudo o que sente o ser humano. Coisas como a fome, a dor, o frio, a angústia, a insegurança e todas as coisas que fazem parte da fragilidade humana. Mas isto não foi tudo. A forma humana também permitiu que Deus se comunicasse com os homens e, nesta comunicação, Ele não apenas anunciou o Seu plano para acabar com toda fragilidade, dor e sofrimento do ser humano, mas também nos declarou o seu amor.

Tá... Mas onde o peixe entra nesta história? Eu explico:

Imagine que você tem um aquário e você ama os peixes que vivem nele, mas você não consegue dizer a eles o quanto você os ama. Você escreve em um papel, mas os peixes não sabem ler. Você grita do lado de fora do aquário, mas o vidro e a água impedem que a sua voz chegue até os peixes. Você decide mergulhar o seu rosto na água do aquário e diz aos seus peixes que você os ama, mas as bolhas que sabem da sua boca tornam as suas palavras incompreensíveis e, mesmo que isto não acontecesse, os seus peixes não entendem o seu idioma. Então você toma uma decisão: você se transforma em um peixe para viver no aquário com eles. Desta forma sim, você consegue dizer aos seus peixes o quanto você os ama.

Foi isto o que Deus fez por nós. Ele se tornou um de nós para viver conosco em igualdade de condições, e para se comunicar conosco com palavras humanas. Mas Ele não fez apenas isto. Ele também nos ensinou a Sua ética, nos anunciou o Seu Reino, nos apontou O caminho e removeu o maior problema que nos impedia de viver com Ele na eternidade: o pecado. E como Ele fez isto? Ele morreu por nós na cruz e, com este sacrifício, Ele nos deu o PERDÃO. Na linguagem dos peixes, Ele engoliu o anzol do pecado, caiu na rede da cruz e morreu sozinho para salvar o cardume da humanidade.

Que neste dia 25 de dezembro você se lembre disto e comemore o nascimento de Jesus, que nada mais é do que Deus feito homem para que você e eu possamos conhecer o grande amor d’Ele.


Que o Senhor continue a nos abençoar.

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