sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O JOIO QUE CRESCE COM O TRIGO

"Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro."(Mateus 13: 30)

Você já viu o filme: O Resgate do Soldado Ryan? Lembra da primeira cena do filme? Um combate entre o exército americano e o exército alemão ocorre em 06 de Junho de 1944 na praia de Omaha. Os soldados americanos chegam pelo mar em um veículo anfíbio blindado. Tão logo a porta do veículo se abre para os soldados desembarcarem, o exército alemão abre fogo com metralhadoras de grosso calibre e muitos soldados americanos são atingidos e mortos ainda dentro do veículo. Outros destes soldados feridos pelos disparos, mas ainda vivos, morrem afogados com o peso do próprio equipamento de levam consigo. Os que sobrevivem encaram um massacre brutal, desumano, covarde e sobremodo sangrento. Poucos conseguem sobreviver.

Clique aqui para ver parte desta cena (ATENÇÃO: IMAGENS FORTES! Certifique-se de que não há crianças por perto)

Há dias que estou por escrever esta reflexão, e encontrei nesta cena a metáfora perfeita para descrever os primeiros passos de muitos – senão de todos – os cristãos. Quando a pessoa é só um visitante na igreja e ainda não se decidiu pela conversão, ela é comparável com os homens no veículo anfíbio. Ela está cercada pelo mar turbulento e incerto do mundo em trevas e da vida de pecados. À sua frente tem chão firme, mas ela é esperada pelo inimigo fortemente armado e disposto a atacar assim que o ver desprotegido. Quando a conversão e o batismo acontecem, ela torna-se um soldado de Cristo e recebe a armadura de Deus descrita em Efésios 6. Então a porta do veículo blindado se abre, e ela passa a ser um alvo na mira do inimigo, que abre fogo impiedosamente.

Eu já percebi que existe um tipo particular de crente que não conhece o significado espiritual do batismo em águas. E não é pra menos; pois nem o significado objetivo do batismo a pessoa conseguiu entender, embora tenha passado pelo discipulado. Tais pessoas encaram o batismo como uma formalidade social para ser recebido como membro em alguma comunidade. E pasmem; mas não são poucas as pessoas que ingressam às igrejas evangélicas e buscam o batismo em águas pelo glamour que elas enxergam no simples fato de estarem em evidência por trinta segundos ou menos, vestidos de branco e à vista de toda ou quase toda a igreja local.

É por esta classe de "crente" que eu sinto um misto de pena e aversão: os equivocados nada sinceros. Aqueles que são fúteis ao ponto de acharem “in”, moderno, chique, divertido, ou que é moda a decisão de "virar crente". O crescente (e por vezes contestável) número de artistas que buscam a conversão ao protestantismo para estarem em evidência na mídia, é um fator motivador deste comportamento. Imitar quem é popular para se tornar popular também e se colocar no centro das atenções, ainda que por míseros trinta segundos, configura um mal que tem nome próprio: se chama mimetismo e deveria ter ficado para trás com o amadurecimento natural que, aos poucos, deixa a adolescência para trás. Eu sinto pena, porque o diabo sabe quem tem esta motivação e ele tira muito proveito de mais esta nuance do ser humano – a futilidade – para arrebatar almas para si. E como ele é bom em fazer isto! E eu sinto aversão, porque esta classe de "crente" não representa com honra a integridade da igreja cristã evangélica.

Para os desavisados de plantão o batismo em águas (e entendam aqui que eu estou me referindo ao legítimo batismo, ou seja, aquele que ocorre por decisão e escolha consciente do indivíduo e se dá por imersão - ou mergulho - do candidato em um bom volume de água) anuncia, tanto para a sociedade que nos cerca no mundo físico quanto para anjos e demônios no mundo espiritual, que o indivíduo escolheu um lado: o da verdade, da justiça, do bem, da luz. Muitos ignoram isto, mas quem encara o batismo bíblico e cristão declara guerra a Satanás. Ora, se ele já nos odeia por apenas existirmos, imagine o que ele passa a sentir por nós quando decidimos ser legitimamente batizados! Até um segundo antes do novo convertido ser mergulhado nas águas, o diabo planeja, mas não faz nada, porém assim que o novo convertido emerge, o diabo aperta o gatilho da sua “metralhadora giratória”, e abre fogo impiedosamente contra a vida dele. “Amigo ou simpatizante de Cristo, é inimigo meu”. Este é o lema de Satanás para com quem se converte ao caminho de Jesus.

Eu sei que isto assusta e pode desmotivar alguns. Colocando assim, alguns candidatos podem concluir que não é vantagem "virar crente"; mas este é o ponto: não se trata de "virar crente" e sim de seguir a Jesus. Quem se assusta e recua diante da minha colocação precisa rever a sua motivação para ser convertido ao caminho do evangelho de Cristo e se perguntar: "eu quero ser cristão para a glória de Cristo, ou para a minha glória?" Para os sinceros na sua fé e convicção, a proteção de Deus através do Espírito Santo e a guarda dos anjos é um fato. Já para os que ingressam no hall de membros da igreja como quem se associa a um clube vale lembrar que Deus sonda os corações. Para todos é imperativo saber que Deus não interfere no nosso livre arbítrio, mas o Diabo não está preso o dever de obedecer esta regra e faz de tudo para que o novo crente escolha coisas que vão levá-lo à autodestruição.

Infelizmente isto não é ensinado nos discipulados. Talvez o receio de se afugentar almas PRE$$IO$A$ (qualquer erro ortográfico não é mera coincidência) faz com que ninguém alerte os novos crentes para a realidade dura do que é ser cristão. E talvez esta seja a causa de, atualmente, encontrarmos tantas igrejas inchadas de pessoas que jamais foram de fato cristãs.

É por isto que eu uso a metáfora do “blindado de guerra”. Quando "a porta" dele se abre, estas pessoas são atingidas pelo inimigo e afundam pelo peso das suas próprias vaidades e cuidados excessivos. A armadura de Deus deveria ser mais que suficiente, mas o intelecto carnal recomenda que uma mochila cheia de futilidades é indispensável, quinze quilos de arrogância podem ser necessários; dez quilos de língua venenosa às vezes fazem falta; cinco quilos de juízo pré-concebido sempre têm alguma utilidade e uma pitada de olhar malicioso e outra de altivez ajudam a manter o respeito. Nestas condições, o diabo nem precisa fazer muito: uma palavra impensada de um irmão aqui, um comentário “sem intenção” de outro irmão ali, uma ofensa descarada e proposital de alguém menos consagrado lá adiante, e pronto! O peso da natureza sórdida do novo “crente” faz o resto, e ele afunda lenta e vertiginosamente no abismo profundo do oceano da apostasia.

Em outubro de 2015 eu farei vinte anos de convertido. Ao longo deste tempo eu tenho visto claramente isto acontecer na vida de muitas pessoas e ainda fico perplexo por ver como elas não conseguem enxergar que estão sob um notório ataque sem tréguas do inimigo. Frequentam a Igreja por mais de um ano sem se decidirem pelo batismo, mas, imediatamente após fazê-lo, são "feridos" e se afastam, saem da igreja com menos de um mês de batismo. Dizem-se ofendidos, humilhados, injustiçados e lesados em seus sentimentos pelas palavras de alguém e, debaixo dessa e de outras desculpas esfarrapadas, não encontram lugar em nenhuma das muitas denominações existentes da Igreja Cristã. E quando fica só nisto ainda temos que dar graças porque, neste jogo, o diabo consegue bônus de pontuação máxima quando o infeliz desgarrado (melhor seria dizer: renegado) resolve criar a sua própria denominação.

Questionadas sobre o porquê desta atitude extrema, tais pessoas respondem com aquela mescla de falsa maturidade espiritual, altivez e arrogância: “eu não sinto mais a presença do Espírito Santo naquela igreja”, ou ainda: “deixei de sentir a liberdade para cultuar ali”.

Neste ponto eu não resisto e pergunto: o que você sabe sobre o Espírito Santo sendo que não tem convivência alguma com Ele? Você sabe que é pecado de blasfêmia essa prática de colocar as suas frustrações pessoais na “conta” do Espírito Santo? Se você tem uma experiência verdadeira de encontro com Jesus, então por que você ainda não foi liberto (a) do velho homem ou da velha mulher? Por que o Espírito Santo ainda não abriu os seus olhos para a diferença gritante que existe entre você, que falta pouco pendurar uma melancia no pescoço pra mostrar que é “crente” e os verdadeiros cristãos, que mostram quem são pelo testemunho de ter Jesus na vida deles? Por que, antes do seu batismo, nada lhe feria e agora, depois dos seus trinta segundos de fama, o mínimo erro do seu irmão tem o mesmo peso de uma lança lhe transpassando as costas. Um passo infeliz do outro não pode contar com o seu perdão, mas você arrota aos quatro ventos que é cheio do Espírito Santo. Onde você é cheio do Espírito? No seu pendrive, ou no seu smartphone?

É muito fácil aceitar Jesus como salvador e Senhor. Difícil é segui-Lo como Ele nos ensinou, ou seja, olhando para Ele e não para o homem. Você, que se afasta da igreja motivado pela sua própria incapacidade de perdoar, na verdade está punindo Jesus pelo que Ele não fez e penalizando a Igreja pelo que não é responsabilidade dela. Você está olhando para o homem, quando devia estar com o foco em Cristo. Leia a parábola do semeador e admita: você só não enquadra na última parte dela. Você é facilmente devorado (a) pelos argumentos do diabo, não cria raízes em denominação alguma, é sufocado por qualquer dificuldade (algumas delas criadas por você mesmo) e nunca – repito – nunca produz fruto digno, porque os seus frutos são os da carne e, portanto, podres. As suas fotos publicadas no Facebook com legendas de adoração vazias, não são frutos espirituais. Antes, são exaltações ao seu próprio ego e glorificam somente a sua pessoa. Entenda isto: o antropocentrismo não é uma evidência do Espírito Santo na vida de quem quer que seja.

Eu entendo o seu cansaço no final de semana, mas o Baal do século XXI (a televisão) não produz vida abundante em Cristo, mesmo que você só a sintonize em cultos televisivos. As repetições de novelas mexicanas não são códigos de ética a serem seguidos. Os filmes estrangeiros onde o bem vence o mal e as derrotas ou vitórias do seu time de futebol não se comparam ao bom combate de ganhar almas para o Reino de Deus. Como cristão sincero ou não, uma das coisas que você deve buscar é crescer em maturidade cristã e desaparecer para que Jesus se torne evidente em sua vida.


Que a graça de HaShem possa abençoá-lo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O QUE O NATAL TEM A VER COM O PEIXE

Você tem um aquário em casa? Eu tenho, mas, atualmente, ele está vazio. Espero comprar outros peixes em breve, pois não gosto de olhar para o meu aquário vazio.

Você sabia que o peixe já foi um símbolo do cristianismo, bem antes da cruz de Cristo? Pois até hoje é.

Quando a igreja de Jesus estava nos seus primeiros dias, era perigoso ser um cristão. As autoridades romanas e judaicas perseguiam e prendiam os cristãos, porque para o império romano os cristãos eram uma ameaça política e, para os doutores da lei judaica, os cristãos eram uma ameaça religiosa.

Para que duas pessoas desconhecidas se identificassem uma para a outra como cristãs, uma delas desenhava um semicírculo, ou linha em forma de concha voltada para baixo. Se a outra pessoa também fosse cristã, ela desenharia outra linha em forma de concha voltada para cima, completando a forma do peixe.




Mas por que o peixe? Porque em Mateus 4: 19 e em Marcos 1: 17, está escrito que Jesus disse aos dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André: “... Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”

Estamos no mês de comemorar o nascimento de Jesus, que chamamos de natal. E eu gostaria usar a figura do peixe para convidar você a uma reflexão para relembrar em detalhes ou para esclarecer a quem ainda não entendeu o que o nascimento de Jesus significou e significa até hoje para todos nós da espécie humana.

No nascimento de Jesus Cristo, o Senhor Deus, o criador de tudo o que há, se fez homem para estar entre os homens. Ao assumir a forma humana, Deus, na pessoa do seu filho Jesus, se permitiu sentir tudo o que sente o ser humano. Coisas como a fome, a dor, o frio, a angústia, a insegurança e todas as coisas que fazem parte da fragilidade humana. Mas isto não foi tudo. A forma humana também permitiu que Deus se comunicasse com os homens e, nesta comunicação, Ele não apenas anunciou o Seu plano para acabar com toda fragilidade, dor e sofrimento do ser humano, mas também nos declarou o seu amor.

Tá... Mas onde o peixe entra nesta história? Eu explico:

Imagine que você tem um aquário e você ama os peixes que vivem nele, mas você não consegue dizer a eles o quanto você os ama. Você escreve em um papel, mas os peixes não sabem ler. Você grita do lado de fora do aquário, mas o vidro e a água impedem que a sua voz chegue até os peixes. Você decide mergulhar o seu rosto na água do aquário e diz aos seus peixes que você os ama, mas as bolhas que sabem da sua boca tornam as suas palavras incompreensíveis e, mesmo que isto não acontecesse, os seus peixes não entendem o seu idioma. Então você toma uma decisão: você se transforma em um peixe para viver no aquário com eles. Desta forma sim, você consegue dizer aos seus peixes o quanto você os ama.

Foi isto o que Deus fez por nós. Ele se tornou um de nós para viver conosco em igualdade de condições, e para se comunicar conosco com palavras humanas. Mas Ele não fez apenas isto. Ele também nos ensinou a Sua ética, nos anunciou o Seu Reino, nos apontou O caminho e removeu o maior problema que nos impedia de viver com Ele na eternidade: o pecado. E como Ele fez isto? Ele morreu por nós na cruz e, com este sacrifício, Ele nos deu o PERDÃO. Na linguagem dos peixes, Ele engoliu o anzol do pecado, caiu na rede da cruz e morreu sozinho para salvar o cardume da humanidade.

Que neste dia 25 de dezembro você se lembre disto e comemore o nascimento de Jesus, que nada mais é do que Deus feito homem para que você e eu possamos conhecer o grande amor d’Ele.


Que o Senhor continue a nos abençoar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ALGUMAS COISAS QUE EU APRENDI COM A DOR

(publicado no FB em 9 de dezembro de 2014 às 23:50h)

Não vou negar que apanhei na minha infância... Apanhei sim... E não foi pouco. O que eu aprendi? Ah... Muita coisa!

Algumas pessoas doentes da alma sentem necessidade de espancar alguém pra se iludir quanto à posse de uma autoridade e poder que deve ser importante para elas acreditarem que têm... Talvez, só deste jeito sintam-se seguras e sem medo...

Aprendi que tudo o que eu sou incomoda... E todo animal tende a se sentir ameaçado, tornando-se agressivo diante do que não conhece e não entende... Eu não nego que sinto uma pontinha de prazer em ser um enigma e um labirinto para estas pessoas.

Aprendi a ver alguns dos meus agressores indo - cada um a seu tempo - para a sua cova, levando consigo, antes de tudo, a si mesmos; mas também planos não realizados, desejos não satisfeitos e, pior, sem levarem nada do sempre presumiram ser deles...

A partir de quando eu me tornei consciente da pessoa e da história de Jesus, aprendi a lembrar d'Ele nas surras que eu levava... Ele foi espancado, mas não revidou... Pergunto: onde está Jesus agora e onde estão os agressores?

Bom é não ter natureza hostil, nem um coração envenenado por malícia e agressividade. Bom é ter uma alma leve que não sofre de paranóia e nem de ufanismo.

Bom é não suspeitar mal... Não viver sempre armado contra um mal que só se encontra dentro do que se arma...

Bom é saber que o seu coração não se presta ao que é mal, nem ao mal serve de depósito, como arsenal do rancor...

Bom é perdoar para gozar a paz de uma consciência tranquila...

Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NÃO EXISTEM VENCEDORES

(publicado no FB em 01 de novembro de 2014)


Sabe quando você vê um bichinho em alguém, mas não pode avisar? Eu me sinto assim quando um torcedor de futebol diz: "nós vencemos".
Ele não venceu nada. Ficar parado vendo alguém vencer não é vencer junto.

Mas explicar isto a um torcedor fanático é um esforço inútil, então você opta por não dizer nada, como faz com a pessoa com um bichinho nas costas.

Quem venceu as eleições foram a Dilma e o PT. Os eleitores - petistas ou não - são todos perdedores.

Mas vai explicar isso a eles! Perda de tempo!

Os eleitores do PT só vão saber que são perdedores quando o prejuízo de ter dado o poder para governar chegar até eles.

Eles vão saber que perderam quando a sensação de vitória for substituída pela mesma sensação que os índios sentiram ao constatarem que venderam um país inteiro em troca de espelhos e apitos.

Eles vão saber que perderam quando a família for desconstruída, a propriedade for confiscada, a liberdade for negada e as tradições forem proibidas.

Então vão querer pegar em armas, mas vão lembrar que votaram pelo desarmamento. Vão querer proibir e disciplinar seus filhos mas vão ser presos por homofobia e pela lei da palmada. Vão querer pedir socorro a Deus, mas vão ser presos por subversão.

" Nós vencemos e vocês perderam"... Discurso de iludido. Arrogância estúpida. Pretensão alienada.

Todos nós perdemos... Mas só os "perdedores" já se deram conta disto.

Vocês vão saber que perderam quando perceberem que, no banquete dos vitoriosos, a entrada é a sua liberdade, o prato principal é a sua própria carne e a sobremesa é a virgindade dos seus filhos.


Bom sono pra vocês na caverna de Platão.

ABSTRAÇÕES DA VIDA

(publicado no FB em 23 de setembro de 2014)

As folhas nas pontas dos galhos mais altos, acenam com graça ao sabor da brisa para as folhas secas que se arrastam sem vida ao sopro implacável do vento no chão... (Wildmar Corrêa).

The leaves on the tips of the upper branches, waving gracefully in the breeze to the dry leaves that creep lifeless relentless wind blowing on the floor ... (Wildmar Corrêa).

アッパー枝の先端に葉、風に優雅に揺れる。床の上に吹く風でクリープ乾燥葉見下すような視線... Uirudomaruコレア


Appā eda no sentan ni ha,-fū ni yūga ni yureru.Yuka no ue ni fukukaze de kurīpu kansō ha mikudasu yōna shisen... (Uirodomaru kohea)

O ÓPIO DO POVO BRASILEIRO

(publicado no FB em 08 de julho de 2014)

Sim... O Brasil é o país do futebol.

Este ano de 2014 provou isto, mais do que em qualquer outro tempo.
Aqui é o país do futebol, mas não porque temos o melhor futebol do mundo, nem porque temos jogos toda quarta-feira e domingo, nem porque a diversão desde os nossos moleques aos pais de família seja "bater a bolinha" nas horas vagas ou nos finais de semana.

Aqui é o país do futebol porque em nome deste esporte os pobres são banidos do seu domicílio para prover sítios onde construir estádios suntuosos; porque aqui o futebol tem prioridade sobre os hospitais, escolas, unidades de polícia e salários para pagar a quem faz tudo isto funcionar.

Aqui é o país do futebol porque somente aqui estádios de futebol são unidade de medida e a extensão da seca no nordeste, o tamanho das queimadas na Amazônia e o das invasões dos sem terra são medidos em "tantos maracanãs"...

Aqui é o país do futebol porque o futebol é o "pão e circo" e "o ópio do povo" e enquanto houver uma bola rolando, um feijão tropeiro e uma musa gostosa, o brasileiro nem se importa se a presidenta decreta a ditadura no país. "Isso passa... Vamos "bater uma bolinha" pra esquecer..."

Aqui é o país do futebol porque o brasileiro vota como quem joga na loteria e depois torce pro seu carrasco ganhar.

Aqui é o país do futebol porque não existe linha alguma separando o conceito de torcedor do conceito de patriota.

Sabem porque a seleção brasileira foi vencida pelos europeus nesta semifinal?

Porque estamos acostumados desde a descoberta do Brasil a vê-los vir aqui e levar o nosso ouro...

Porque somos todos como aquele menino que prefere jogar bola ao invés de fazer o dever de casa. E, na hora da prova, dependemos daquele garoto que só joga bola depois de estudar pra que nos dê cola...


O Brasil é o país do futebol porque o futebol é tudo aqui. É o nosso esporte, a nossa religião, a nossa política, o nosso ópio e a nossa mediocridade...

ANIVERSÁRIO

(publicado no FB em 23 de junho de 2014)


Hoje eu quero agradecer aqui a todos os que se lembraram do meu aniversário e vieram demonstrar o seu carinho e atenção a mim. Tirando o fato que o Facebook nos ajudar a lembrar, a atitude de manifestar-se é uma iniciativa pessoal e saibam que eu valorizo muito isto.

O dia 22 de junho de 1963 foi um sábado e, segundo a minha mãe, foi um dia muito frio e muito doloroso para ela.

Ela estava em trabalho de parto havia muitas horas e naquele tempo não havia o recurso da cesareana; então ela sofreu muito com as dores das contrações.

Quando finalmente chegou o momento em que eu deveria nascer, eram 07:00h - o horário da troca de plantão na grande maioria dos hospitais - e minha mãe foi deixada sozinha na sala de parto pelos profissionais "responsáveis" e creio que, por ser uma manhã de sábado, minha mãe relata que as conversas que se ouvia eram descontraídas e marcadas por risadas. As pessoas se distraíram naquelas conversas e esqueceram a minha mãe sozinha. Hoje eu vejo isto como uma sutileza do inimigo para aumentar as probabilidades de eu não nascer com vida.

Foi preciso que a minha mãe descesse da mesa de parto sangrando e saísse da sala gritando por ajuda e houve uma correria geral para acudir.

Então, às 07:30 da manhã do dia 22 de junho eu nasci.
Agradeço à minha mãe por não desistir e por lutar pela minha vida. Espero poder honrá-la enquanto eu e ela vivermos.

Agradeço à minha esposa Liége Santos que, por bênção de Deus, torna mais especial não apenas este dia, mas todo o meu viver.

Agradeço a todas as pessoas que valorizaram e valorizam este dia porque, fazendo isto, valorizam também o esforço e sacrifício doloroso feito pela minha mãe.


Que o Senhor a todos abençoe.

QUEM ME ESTRANHA TAMBÉM ME ENSINA...

(publicado no FB em 13 de junho de 2014)

Eu aprendo muitas coisas sobre Deus com aqueles que me estranham e me detestam sem me conhecer.

Porque eu os amo sem que eles saibam, como Deus ama os ateus que, ainda que soubessem, não aceitariam e nem acreditariam.

E este amor incógnito e unilateral me ajuda a entender como Deus se sente, amando em segredo sem a reciprocidade deste amor.

Eu amo você, que me olha de longe; que me estranha calado(a); que não sabe nada sobre mim ou sobre o meu amor por você.

Eu amo você, que visita a minha página sem deixar sinal da sua visita, em busca de mais motivos para continuar me estranhando.

Eu não sou Deus, mas sou semelhante a Ele. Eu amo você sem você saber.

 (Wildmar de Oliveira)

PARA RAPHAELA

(publicado no FB em 29 de maio de 2014)


Outro dia eu te senti bem de perto, no assento ao meu lado.

Voltei o meu rosto... Sabia que não te veria... Mas olhei assim mesmo... Olhei na direção onde acreditei estar o teu rosto.

Será que eu olhei nos teus olhos?

Será que um dia nós vamos olhar um pro outro?

Eu não sei... Mas acredito...

Contra toda lógica...

Eu acredito.

Eu queria tanto te ver sorrir pra mim...!



DEVOCIONAL 6 - O ópio do povo que Karl Markx não viu nem previu

(publicado no FB em 15 de maio de 2014)


Estamos em ano de copa do mundo! Que beleza! E ela será aqui no Brasil! Que maravilha! Mas por que o povo não está feliz? Por que o clima de revolta e indignação? Será que acordamos? Será que todos estão vendo o que eu sempre enxerguei desde a minha infância? Então pode ser este o momento de pensar sobre a importância exagerada que temos dado a este esporte e o quanto a nossa preocupação com a diversão nos tira do foco daquilo que é realmente importante para todos nós.

O detalhe que mais tem me chamado atenção é que finalmente os brasileiros – especialmente os fãs deste esporte – estão recuperando a lucidez e voltando à razão quanto ao fato que o futebol, como “o outro ópio do povo” não serve para aliviar as dores oriundas dos problemas de saúde, habitação, educação e segurança que são grandes neste país. Finalmente, Zezinho chama Pedrinho para jogar bola, e este responde que não vai porque tem dever de casa para fazer.

Já diz o slogan: esporte é vida; mas esporte não é só futebol. Tudo o que existe para ser bom pode fazer mal quando é levado ao extremo. Concordando ou não, nós fizemos isto com o futebol. Ele é excelente para tirar garotos das drogas, da pobreza, das ruas e da criminalidade. Mas ele se torna mau quando gera frutos maus; quando se torna mais importante do que as prioridades de um povo; quando o jogador se torna mais importante que o operário; quando a bola no gramado vale mais que a vida.

Chegamos a isto por aqui. Em contraste com os bilhões de brasileiros, a classe de jogadores de futebol é uma elite muito bem segregada e enxuta. Você sabe como é a vida de um jogador de futebol profissional da primeira divisão? Sabe quantos profissionais são mobilizados para que um jogador destes obtenha o seu melhor desempenho? Eles não apenas se alimentam bem; eles têm nutricionista para orientar a alimentação, contam também com uma boa academia com preparador físico, médico, dentista, massagista, psicólogo e até conselheiro espiritual da sua crença religiosa. É pouco menos que a vida de um rei. E tudo isto para que? Para gerar entretenimento; diversão. Diversão, aliás, que começa no campo, pois eles mesmos também se divertem afinal, por definição, futebol é jogar bola. Então estes homens estão levando uma vida de sultões, e ganhando salários de faraós para, no fim das contas, se divertirem como os moleques que são.

Agora imagine dar esta qualidade de vida a um trabalhador rural, aos operários da construção civil, aos funcionários públicos dos serviços essenciais, aos operadores da bolsa de valores, aos caixas e gerentes dos bancos públicos e privados. Eles produziriam muito mais, não é mesmo? Imagine você com toda esta estrutura lhe dando apoio para que você faça o seu trabalho na sua profissão? Não seria maravilhoso? Pois é; mas só eles têm isto.

Quando eu penso na trajetória de vida de um homem como Joaquim Barbosa, presidente do supremo tribunal federal; quando penso no quanto ele teve que estudar para chegar lá; quando penso no salário dele em contraste com o salário de um jogador de futebol profissional da primeira divisão, eu enxergo o que muitos brasileiros ainda não vislumbram: nós criamos monstros. Dúzias deles.

O que estes homens estudaram para serem o que são? E não questione apenas O QUE, mas O QUANTO eles estudaram. Eles ao menos fizeram faculdade de educação física? São pós-graduados no esporte chamado futebol? Fizeram mestrado e/ou doutorado em justiça futebolística pelo menos? Que formação secular eles apresentam para justificar o recebimento dos salários que os tornam milionários anualmente? Não. Eles nem sequer sabem cantar o hino nacional do início ao fim e ainda enchem o peito quando dizem que estão defendendo o Brasil no futebol. Isto é irrelevante porque, se não existisse futebol, não haveria necessidade de se representar o país neste esporte.

Eu admito: não gosto de futebol desde criança. Mas se eu tivesse crescido gostando disso eu já teria desgostado, porque quando eu sinto que alguma coisa que eu gosto ameaça me fazer mal ou quando eu me sinto trapaceado por alguma coisa ou alguém, eu me afasto de tal pessoa ou coisa. Por isto nunca gostei de cigarro – por exemplo. E que ninguém me chame de antipatriota ou antinacionalista, porque aí eu vou ter que chamar a estes de hipócritas.

“Hipócritas?” _Vocês perguntariam. E eu responderia: sim, hipócritas. Só resolveram protestar contra o futebol em ano de copa do mundo e isto porque neste ano ela vai acontecer no Brasil, mas porque já não protestam todos os anos nos campeonatos estaduais? Por que não protestam no campeonato nacional – o famoso brasileirão? Porque não protestaram na copa das confederações? Por que não protestam contra a “Libertadores da América”? Ninguém faz uma pausa para refletir sobre a quantia absurda em dinheiro movimentada por estes eventos, nem sobre a afronta e desigualdade sociais nas quais alguns jogadores que por pouco escapam do analfabetismo, ganham mais do que o presidente da república e levam a vida sonhada por todo pedreiro, agricultor, professor e carteiro.


A realidade, querido leitor, é que algumas coisas estão muito erradas em nosso país e, não por acaso, são as coisas que têm sido mais valorizadas pelo cidadão brasileiro nestes meses que antecedem o campeonato mundial. E algumas destas coisas são: a educação e a saúde assoladas pelo descaso; e a política que cria um milhão de argumentos retóricos para deixar tudo como está enquanto a corrupção prospera. Desculpem-me, mas quanto a isto eu sou muito radical: o futebol chamado profissional não deveria existir no Brasil enquanto os problemas nestes segmentos não fossem erradicados. É a velha lição dos pais para os filhos: jogar bola é brincadeira e nós só vamos poder brincar depois de ter feito todo o dever de casa.

NÓS NÃO SOMOS MACACOS

(publicado no FB em 01 de maio de 2014)


Quando Deus terminou a Sua criação, viu que tudo era muito bom (Gênesis 1:31).

Isto inclui homens e macacos.

Os macacos são criaturas de Deus e, fazem parte de tudo que Ele "viu que era muito bom" ao concluir a Sua criação.

Os seres humanos são a coroa desta mesma criação.

Então homens são seres humanos e macacos são animais irracionais.

Logo, chamar um humano de macaco não é nada mais que uma mentira. E se é uma mentira não vale a pena importar-se com ela, PORQUE A MENTIRA É DO DIABO.

Também dizer que "somos todos macacos" não corresponde à realidade. Somos todos humanos à despeito das etnias.

Definidas todas estas coisas, restam o preconceito, o racismo e a discriminação.

Estes três NÃO FAZEM parte de tudo aquilo que Deus criou e viu que era muito bom, não nasceram dos animais, mas estão entre os homens, embora não sejam exatamente criação dos homens.

O PRECONCEITO, O RACISMO E A DISCRIMINAÇÃO TAMBÉM SÃO DO DIABO.

EU SOU FILHO DE DEUS (Evangelho de João, cap. 1 verso 12).


E você...?

DEVOCIONAL 5 – PÁSCOA

(publicado no FB no dia 18 de abril de 2014)

Isto é sobre a páscoa e eu vou me sentir honrado se você puder ler isto.

Jesus é tipificado na Bíblia por um cordeiro. Esta tipificação foi instituída pelo próprio Deus Jeová e acontece pela primeira vez na semana anterior ao fim do cativeiro do povo de Israel no Egito.

Páscoa é o nome que se dá à passagem do destruidor enviado por Jeová para matar todos os primogênitos que habitavam no Egito, em vingança pelas mortes dos bebês hebreus sacrificados por ordem de faraó quando o próprio Moisés também era um bebê.

Para proteger os primogênitos dos hebreus da morte pela passagem do destruidor, Jeová orientou o povo hebreu através de Moisés para que separassem um cordeiro sem mancha e sem defeito e, ao final de alguns dias, sacrificassem este cordeiro para comê-lo assado com ervas amargas e passar o seu sangue nos umbrais das portas de suas casas. Quando o destruidor passasse, as casas que tivessem as marcas do sangue do cordeiro em suas portas não seriam visitadas por ele.

O cordeiro, então, é o animal que simboliza a páscoa.

Mas para impedir que as pessoas deem honra e glória a Jesus, o Filho de Deus, uma estratégia astuta foi criada pelo inimigo de Deus.

Sabendo que um dos pecados capitais do ser humano é a gula e, portanto, que o ser humano tende a ser facilmente seduzido pelo paladar, e observando que o coelho é um animal mais popular que o cordeiro por causa da grande facilidade de reprodução dos coelhos (eles já chegaram a ser uma praga em alguns lugares do mundo como a Austrália), o diabo inspirou alguns homens a criar uma tradição que visava incentivar o comércio do seu principal produto: o chocolate.

É preciso saber que o coelho, pelo mesmo motivo que o bode passou a ser venerado por alguns povos de cultura pagã porque tanto um animal quanto o outro têm um grande potencial de fertilidade. E a fertilidade sempre foi valorizada e venerada pelos povos que praticavam um tipo especial de culto: O CULTO AO SEXO.

Por que vocês acham que o bode é o animal preferido pelos praticantes de magia negra? Porque o principal culto da magia negra é o culto ao sexo. E por que vocês acham que o apelo sexual está presente em todas as modalidades da mídia desde antes de alguns de vocês terem nascido? Porque o objetivo dos satanistas e praticantes da magia negra é que o culto ao sexo ganhe o mundo, do mesmo modo que o nosso objetivo é pregar o evangelho até que o evangelho ganhe o mundo. No mundo moderno, o culto ao sexo começa por outro culto: o culto ao corpo.

A diferença entre o bode e o coelho é a aceitação por parte das pessoas. A figura do diabo caiu em desgraça por causa de uma imagem representativa do diabo que apresenta uma figura humana com cabeça de bode, tronco e braços de homem e aparência de bode da cintura para baixo. O bode nunca poderia ser o escolhido para vender ovos de páscoa, mas o coelho é diferente; ele é “fofinho” e é bem aceito por mulheres e crianças. Mas, como eu já disse, o coelho também é venerado no culto ao sexo devido à sua capacidade de reproduzir-se que chega a superar a do bode.

E foi com esta estratégia que nós trocamos o sangue de Jesus pelo chocolate; e trocamos o cordeiro de Deus pelo coelhinho que nunca foi da páscoa. O sangue tem afinidade com o coração; já o chocolate – como alimento que é – tem afinidade com o estômago. Como o ser humano tem esta facilidade de pensar com a parte errada do corpo, a troca foi fácil.

Até hoje o diabo tem esta batalha como ganha. Textos como este que eu estou escrevendo são patéticos, ridículos e medíocres diante dele, porque até alguns crentes levantam argumentos para defender o coelho e o chocolate. Qual criança não gosta de ganhar presentes? E, se este presente for feito de chocolate, melhor ainda, não é mesmo? E qual mulher não gosta de ganhar chocolates? Muito poucas.

Se juntarmos a isto a forma idólatra do culto às imagens de Jesus e Maria, a estratégia está completa: a páscoa passa e a glorificação ao verdadeiro Jesus não acontece para quem se deixa prender pela figura do coelho, pelo sabor do chocolate e pela ilusão do gesso moldado.

Sinto muito se isto que eu digo magoa a alguém. Uns dizem que nós não utilizamos todo o potencial do nosso cérebro e outros dizem que isto é mito. Infelizmente, distrações como esta que nós não questionamos porque têm sabor de chocolate e chegam a nós como que embrulhadas para presente, só provam que, mesmo quando nós não estamos dormindo, preferimos viver nosso estado de vigília como se fôssemos sonâmbulos.


Que Deus nos guarde também do sonambulismo espiritual.

REFLEXÃO

(publicado em 29 de março de 2014)

Buscar a presença de Deus é bom.

Encontrá-Lo é indescritível!

Sentir a presença d'Ele é uma experiência ímpar.

Mas sem que isto cause um novo nascimento, uma transformação de vida...


Tudo o que resta são sepulcros caiados...!

MULHERES: PARABÉNS PELO SEU DIA

(publicado no FB em 08 de março de 2014)

Nós homens não estaríamos aqui, não teríamos honra e nem seríamos nada se, na prática, em um ano inteiro vocês só tivessem um dia.

Mas aposto que, mesmo se fosse assim, vocês dariam um jeito de fazer o melhor possível, porque vocês não se perdem em teorias. Vocês realizam.

Deus seja louvado pela mulher que me trouxe ao mundo e por aquela que ELE escolheu para me amar e cuidar de mim. "watashi dake no hito"

私発見した。私の特別な人。私にとって特別な人。私の幸せ。

DEVOCIONAL 4 – Política, Políticos e... Pastores

(publicado no FB em 25 de fevereiro de 2014)

1 Coríntios 7: 20 – “Cada um fique na vocação em que foi chamado.”

No primeiro livro do profeta Samuel, no capítulo 13, versos de 1 a 14 temos uma situação que muito nos interessa para os dias de hoje.

Saul, o escolhido do povo para ser o primeiro rei de Israel e ungido por Samuel pela vontade permissiva de Deus (não a perfeita – note-se), no exercício da autoridade real tomou arbitrariamente o lugar do profeta Samuel e ofereceu um holocausto e ofertas pacíficas ao Senhor. Para nós, nos dias de hoje, quando Jesus nos garantiu acesso direto ao Senhor, isto pode parecer normal; afinal, Saul estava oferecendo sacrifício a Deus e isto parecia e deveria ser bom. Acontece que, naquele tempo, somente o sacerdote era autorizado por Deus a realizar este ofício e, fazendo isto, Saul transgrediu não apenas a lei do sacerdócio, mas também um mandamento expresso do Senhor a ele. Para com Deus, foi uma precipitação, uma desobediência. Para com Samuel, o sacerdote e profeta, foi uma indelicadeza.

Saul cometeu este erro porque queria agradar o povo, então foi um ato político e não um ato espiritual. Mesmo que a motivação de Saul fosse agradar ao Senhor, ele estaria errado em fazer o que fez, mas foi pior: Saul estava preocupado com a opinião pública muito mais do que em agradar a Deus. E no meio político, quando uma autoridade passa por cima de outra autoridade isto tem um nome: chama-se INGERÊNCIA.

Se observarmos bem, veremos que os políticos têm esta preocupação: servir ao povo e agradá-lo. Por isto vemos tantas obras serem feitas em ano de eleições e acontece que 2014 é ano de eleições.

O evento descrito em 1 Samuel 13 nos deixa clara uma coisa: rei é rei; sacerdote é sacerdote. O primeiro serve e busca agradar ao povo e o segundo vive para servir e agradar a Deus. Então quando um homem que já tem a sua vida entregue a Jesus Cristo e serve a Deus como líder eclesiástico decide entrar também para a vida política, ele está assumindo uma responsabilidade que, mais cedo ou mais tarde, irá dividi-lo. É muito difícil – senão impossível – agradar ao mesmo tempo a Deus e ao povo. Basta observar que Jesus veio ao mundo para cumprir a vontade de Deus Pai e, fazendo isto, aborreceu a tantos homens que houve uma conspiração que acabou por levar Jesus a ser crucificado.

Não é comum ver uma autoridade política se interessar pela vida eclesiástica. Isto acontece porque, como político, o homem deve ser flexível e conciliar interesses de pessoas ou grupo de pessoas de todo tipo de pensamento e posicionamento social, religioso, econômico e ideológico. E todos nós sabemos que para servir a Deus é preciso assumir uma postura decisiva contra o pecado e contra as coisas que levam ao pecado ou o favorecem de alguma forma. Escolher uma postura que se opõe ao pecado pode significar desagradar a muitas pessoas e perder muitos votos nas eleições futuras.

Mas o que leva um líder eclesiástico a fazer isto consigo mesmo? A história nos responde a esta pergunta em alto e bom tom. No Egito antigo, o faraó era considerado um deus e os sacerdotes eram seus porta-vozes. Não raro, um sacerdote aspirava a se tornar deus sobre o Egito. Vamos ver isto se repetindo na história de muitas nações do mundo.

Seria o dinheiro a razão desta cobiça? Não. É algo maior que o dinheiro: é o poder. E quem pode desejar estas duas autoridades tão opostas sobre si ao mesmo tempo? A resposta é muito simples: aqueles que já foram muito pobres e humildes um dia e odiaram a pobreza ao ponto de determinarem para si mesmos que chegariam tão alto quanto pudessem, talvez para nunca mais serem humilhados. No estudo da psicologia isto tem um nome: recalque; mas também pode ser classificado como megalomania, que é a cobiça doentia do poder pelo prazer de estar no topo da pirâmide social. É este mesmo sentimento que leva simples homens que já foram tão pobres a usarem igrejas para adquirirem bens invejáveis e acumularem fortunas após se tornarem líderes eclesiásticos bem sucedidos.

Como eu já havia dito, 2014 é ano de eleições. Sei que muitos dos adolescentes que frequentam a nossa classe de EBD ainda não estão em idade de votar, mas tanto estes quanto os que já votam, devem observar a movimentação da política. Os políticos são necessários para a administração pública e para representar os interesses do povo, mas liderança eclesiástica e liderança política são dois posicionamentos que não devem ser centralizados na mesma pessoa pelas razões que já expus acima: os interesses espirituais e os interesses terrenos nem sempre caminham na mesma direção e quem se liga a ambos tende a se dividir quando ambos divergem.

A instrução que recebemos para a escolha dos nossos representantes é que devemos conhecer as suas propostas e a trajetória de cada candidato. Mas hoje eu quero acrescentar mais um critério para as nossas escolhas neste sentido: vamos passar a questionar a motivação destes candidatos. Por que eles desejam tanto ocupar um cargo na administração pública? Qual é o verdadeiro motivo, a razão fundamental e verdadeira que está servindo de base, de raiz para esta aspiração, e por que ela só veio à tona de maneira tão tardia? Eu digo isto, porque muitos políticos iniciaram as suas trajetórias ainda bem jovens, pois tinham isto por sua real e principal vocação. Então, por que uma pessoa já realizada em suas aspirações enche também os olhos e o coração com a ideia do poder político?

Não se trata de demonizar a política. Ficar alienado quanto à participação da comunidade cristã nas decisões que nos afetam enquanto igreja, pensando que política é coisa do diabo é mesmo uma atitude retrógrada e nada inteligente. Trata-se de uma escolha. Podemos ter candidatos evangélicos na política e eles podem até serem ministros do evangelho, mas então que eles sejam sóbrios e de bom senso em admitir que não se pode querer tudo ao mesmo tempo.

No evento descrito em 1 Samuel 13 Deus exemplifica o que se vê escrito em 1 Coríntios 7: 20 – “Cada um fique na vocação em que foi chamado.” Antes do apóstolo Paulo escrever isto, Jesus nos advertiu que ninguém pode servir a dois senhores, porque há de agradar a um e aborrecer ao outro. Que nós não nos curvemos diante de argumentos que são como “lábia de vendedor” para nos convencer a fazer o que a Bíblia nos ensina que não é o correto. Nem sempre quem tem a autoridade de ministrar a Palavra tem a razão absoluta. Deus nos deu razão, sensibilidade e a orientação da Palavra d’Ele para que ninguém venha a cometer erros por falta de conhecimento. O cristão deve ser dependente do Senhor, mas deve exercer a sua autonomia para dizer não quando isto servir para não alimentar aquilo que Deus não criou.

Que o Senhor continue a nos iluminar.

SOBRE CURTIR

(publicado no FB em 19 de fevereiro de 2014)

Curtir é uma coisa que fazem com o couro de alguns animais para que este couro possa ser empregado na confecção de tudo o que se faz com o couro. O processo de curtir exala um cheiro forte e ruim.

A conversão da palavra "curtir" em uma gíria que tem o significado de gostar ou apreciar começou nos anos 70 entre os Hippies.

Se o couro é curtido para ser aproveitado, acho que podemos tirar algum entendimento disso:

. Não curta aquilo que não presta, nem se for só por educação.
. Não curta o que não tem proveito.
. Não curta aquilo que você não quer que dure. As coisas feitas com o couro depois de curtido duram muito.
. Não curta nada que não valha o sacrifício que foi feito. Motivo: para "dar o couro" para ser curtido, algum ser vivo tem que morrer.

CURTA JESUS CRISTO!!


ELE NÃO DEU SOMENTE O PRÓPRIO COURO, ELE DEU TAMBÉM O PRÓPRIO SANGUE.

O PROVEITO DO SACRIFÍCIO DELE É VOCÊ AQUI VIVO, CURTINDO E SENDO CURTIDO...

SOBRE SER SÓBRIO NO FACEBOOK

(publicado em 08 de novembro de 2014)


Compartilhe fotos, vídeos, frases ou textos inteligentes, poesias, boas receitas de culinária...

Mas se você quer privacidade, respeito à sua individualidade e - principalmente - SOSSEGO, então guarde os seus pensamentos no lugar mais seguro do mundo... Pois Jesus nos ensinou uma verdade baseada num fato:

"Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem." (Mateus, cap. 7 – vs. 6)


Já basta a exposição da nossa vida em rede mundial... Ao menos os nossos pensamentos, o conteúdo das nossas mentes, deve gozar do conforto, da paz e da liberdade da incognitude...

COMO PENSA UM NARNIANO

(publicado no FB em 24 de novembro de 2014, às 18:34h)

Daí, eu estou assistindo As Crônicas de Nárnia, dou pausa pra tomar o meu remédio, chego perto da janela e vejo um motoqueiro mostrando o dedo do meio pra um motorista que buzinou pra ele...

Então eu - me sentindo O NARNIANO - penso:

“Mundo estranho, primitivo e decadente; não devem conhecer Aslam por aqui... Vou voltar para Nárnia agora mesmo. Definitivamente, eu não pertenço a este lugar...”


ALGUMAS COISAS QUE EU APRENDI COM A DOR

(publicado no FB em 9 de dezembro de 2014 às 23:50)


Não vou negar que apanhei na minha infância... Apanhei sim... E não foi pouco. O que eu aprendi? Ah... Muita coisa!

Algumas pessoas doentes da alma sentem necessidade de espancar alguém pra se iludir quanto à posse de uma autoridade e poder que deve ser importante para elas acreditarem que têm... Talvez, só deste jeito sintam-se seguras e sem medo...

Aprendi que tudo o que eu sou incomoda... E todo animal tende a se sentir ameaçado, tornando-se agressivo diante do que não conhece e não entende... Eu não nego que sinto uma pontinha de prazer em ser um enigma e um labirinto para estas pessoas.

Aprendi a ver alguns dos meus agressores indo - cada um a seu tempo - para a sua cova, levando consigo, antes de tudo, a si mesmos; mas também planos não realizados, desejos não satisfeitos e, pior, sem levarem nada do sempre presumiram ser deles...

A partir de quando eu me tornei consciente da pessoa e da história de Jesus, aprendi a lembrar d'Ele nas surras que eu levava... Ele foi espancado, mas não revidou... Pergunto: onde está Jesus agora e onde estão os agressores?

Bom é não ter natureza hostil, nem um coração envenenado por malícia e agressividade. Bom é ter uma alma leve que não sofre de paranóia e nem de ufanismo.

Bom é não suspeitar mal... Não viver sempre armado contra um mal que só se encontra dentro do que se arma...

Bom é saber que o seu coração não se presta ao que é mal, nem ao mal serve de depósito, como arsenal do rancor...

Bom é perdoar para gozar a paz de uma consciência tranquila...

Deus abençoe a todos.

ISABELLA NARDONI - Nunca Esquecida



Em 25 de Março de 2003, a jovem Gabriela Prado de 14 anos faleceu vítima de bala perdida na saída do metrô no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro.

Na noite do dia 07 de Fevereiro de 2007, o garoto João Helio de 6 anos ficou preso ao cinto de segurança do lado de fora de um carro utilizado por assaltantes em fuga, e foi arrastado por 7 quilômetros. João Hélio perdeu alguns dedos, e teve o crânio esfacelado.

Recentemente, na noite do dia 29 de Março de 2008, a menina Isabella de Oliveira Nardoni faleceu após ter sido esganada, e jogada do sexto andar do Edifício London, no distrito do Tucuruvi em São Paulo.

Balas perdidas são uma desgraça... Mas quem aciona o gatilho da arma de forma irresponsável e inconsequente, não tem maus sentimentos contra quem é atingido.

Os ladrões que em sua fuga mataram o menino João Hélio, não sentiam ódio de sua vítima... Não que eles sejam menos culpados... não... eu não tento aqui diminuir o horror de um crime apresentando outro pior... não entendam assim... mas eles praticaram um roubo, sentiam medo da prisão e desejavam fugir. A morte do menino decorreu em conseqüência da pressa egoísta dos criminosos, e do desprezo pela vida alheia.

Mas o que sente uma pessoa que esgana a própria filha, ou a vê sendo esganada? Admitindo hipoteticamente que não foi o pai, porque ele não impediu a madrasta?

O que sente uma pessoa que atira - do sexto andar de um edifício - a sua própria filha, sendo ela uma menina linda, meiga, inocente, e indefesa?

Os assassinos não estão mais apenas nas ruas, ou nos redutos dos criminosos... eles agora estão dentro das casas das vítimas! Eles dormem no quarto ao lado, eles tomam café da manhã com as vítimas, passeiam com elas nas ruas, comem pipoca, tomam sorvete, ganham beijo, ouvem "eu te amo" e recebem presente no dia dos pais! O que acontece nesta sociedade onde os assassinos das crianças convivem debaixo do seu próprio teto? O que mais ainda está por acontecer?

Quem são os potenciais assassinos que caminham incógnitos entre nós, passando por nós nas calçadas, nos shoppings, e nos supermercados, podendo a qualquer momento fazer uma vítima inocente, motivados por sentimentos de origem desconhecida?

Como nos sentimos ao saber que as crianças que hoje vemos em toda parte, em qualquer situação, podem não sobreviver ao próximo fim de semana?

Como chegamos... a isto?

A família Oliveira é numerosa em nosso país, e se perde em sua genealogia. Eu sou Wildmar de Oliveira Corrêa, parente distante de Isabella. Não fosse por este crime inominável, eu jamais saberia da existência dela. Mas eu, como muitos brasileiros de bem e como cristão, lamento a morte inaceitável desta criança, e neste momento de sofrimento eu me coloco junto dos meus parentes da família Oliveira e assumo este mesmo sofrimento, em especial o de Ana Carolina Cunha de Oliveira.