O "pastor" E A BRINCADEIRA DA
GIRAFA - PARTE 2 de 5 - (publicado em 06 de novembro de 2013)
Apenas para
esclarecer: tenho colocado a palavra "pastor" entre aspas porque a
procedência do pastorado daquele homem é desconhecida. Não se sabe quem impôs
as mãos (talvez precipitadamente) sobre a cabeça dele para ordená-lo ao
pastorado; e é desconhecido o ministério ao qual a igreja criada por ele está
vinculado. Assim, pastor autoproclamado que abre a própria igreja segundo os
seus próprios interesses, eu trato por "pastor" entre aspas e com
letra minúscula mesmo. Faço isto desde 2004, quando descobri que um
"amigo" (Daniel L.) transmutou de ovelha pra lobo (ou deveria dizer:
"pastor") na cidade de Teresópolis.
Dando continuidade à
minha postagem de ontem, vejamos então o que o "pastor" Ribas
escreveu, e vamos buscar confrontar as suas ideias com a Palavra de Deus e com
a realidade eclesiástica da qual ele procede:
O dito
"pastor" começa o seu texto acusando: “É UMA ARMADILHA QUE O SATANISMO USA PARA GERAR PACTOS INVOLUNTÁRIOS E
ABRIR LEGALIDADE ESPIRITUAL NA VIDA DAS PESSOAS”.
Que o Sr. Ribas
tenha enxergado uma “armadilha satânica” numa brincadeira, dá para entender.
Afinal, ele é ex-satanista. Mas não é bem por aí que a coisa caminha, pois eu
também fui envolvido com o movimento de Nova Era na década de 80 e não fico
vendo capetas em toda parte. Então, basta esta afirmação daquele
"pastor" para um cristão maduro perceber que ele ainda não se
libertou por completo do satanismo com o qual ele foi envolvido, pois ele ainda
tende a “satanizar” tudo.
Mas, como eu já
disse, para “apagar o incêndio” imprudente que este homem ateou nas comunidades
cristãs, nós precisamos “filtrar” todas estas afirmações dele. Sendo assim,
vamos fazer como os habitantes de Beréia, os quais “foram mais nobres do que os
que estavam em Tessalônica” e vamos passar pelo crivo da Bíblia tudo o que
aquele "pastor" disse, “examinando nas Escrituras se estas coisas
(que o Ribas disse) são mesmo assim”. A Bíblia nos informa:
“Sede sóbrios; vigiai; porque o
diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem
possa tragar” (primeira
epístola de Pedro, capítulo 5, verso 8)
É inegável que as
armadilhas do diabo existem, então nós temos mesmo que estar atentos, porque as
armadilhas do diabo são reais e são perigosas, porque a intenção do diabo é nos
fazer cair. Mas a primeira epístola de João (4: 4) nos tranquiliza dizendo:
“Filhinhos, sois de Deus, e já
os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no
mundo”.
Entre o alerta de
1Pe 5: 8 e a informação de 1Jo 4: 4, existe um ponto de equilíbrio: É MELHOR
TEMER A DEUS E TER FÉ N’Ele DO QUE VIVER COM MEDO DO DIABO. Não devemos relaxar
com a nossa vida espiritual, mas não é espiritualmente saudável viver com medo
do diabo, nem do que ele pode fazer contra nós, pois só devemos temor ao Senhor
Deus. Lembremos que o Espírito Santo e vive em nós para nos guardar para Deus e
Ele é infinitamente maior que o diabo. Então aqui já aprendemos algumas coisas:
. Embora as
armadilhas de satanás existam, SATANÁS NÃO ESTÁ EM PÉ DE IGUALDADE COM DEUS;
. Embora a nossa
salvação em Cristo seja preciosa precisamos viver conscientes de que a salvação
não é uma obra do homem, portanto A SALVAÇÃO NÃO É FRÁGIL COMO UMA FLOR DE
ESTUFA DE MODO QUE QUALQUER COISA NOS FAÇA PERDÊ-LA.
Segundo o
"pastor" Ribas, o propósito destas armadilhas seria “... GERAR PACTOS INVOLUNTÁRIOS E ABRIR LEGALIDADE
ESPIRITUAL NA VIDA DAS PESSOAS”.
Devemos saber que A
BÍBLIA NÃO FAZ MENÇÃO DE PACTOS INVOLUNTÁRIOS. Em outras palavras: não existe
pacto se tal pacto não for voluntário. As duas partes precisam estar
conscientes e concordar com os termos do pacto para realizá-lo. Logo, NÃO
EXISTEM PACTOS INVOLUNTÁRIOS.
Quanto ao restante
da frase (abrir legalidade espiritual na vida das pessoas), quero alertar a
todos sobre algo muito importante: NO MEIO CRISTÃO EXISTEM PESSOAS
SUPERSTICIOSAS QUE CHEGAM MUITO PERTO DO FANATISMO.
Justiça seja feita,
é próprio de alguns cristãos de confissão neo-pentecostal, e/ou os imaturos na
fé, o fato de viverem com medo do diabo e pregando este medo. Também é comum
ouví-los repetindo os termos: “batalha espiritual”; “gerar legalidade”; “chamar
à existência”; “cancelar no mundo do espírito”, “ato profético” entre muitas
outras.
A batalha espiritual
é uma prática que existe, mas as pessoas que a praticam de forma legítima,
dentro do cristianismo puro e sadio são pessoas sóbrias e despidas de
comportamento doentio, supersticioso ou fanático.
O ato profético era
praticado no tempo da lei de Moisés e a sua aplicação se restringia ao povo de
Israel. O ministério profético terminou com o advento do tempo da graça. A
única profecia que temos hoje é conhecido como Evangelho, cujo significado é
Boas Novas e, biblicamente, se resume nas seguintes palavras: “arrependei-vos
pois o Reino de Deus está próximo”, como próxima está a volta de Jesus. Esta é
a boa nova, ou seja: O EVANGELHO DE JESUS CRISTO.
Já o dom de profecia
mencionado nas cartas paulinas NÃO É o mesmo que ministério profético. Nós até
somos descendentes de Abraão, mas somos cristãos e não judeus.
Eu sempre enxerguei
a expressão “gerar legalidade” como uma expressão contraditória para quem diz
pregar o evangelho, pois, uma vez que estamos no tempo da graça e não da lei,
as expressões “legalidade ou ilegalidade” nos remetem ao tempo da lei de
Moisés, portanto, do antigo testamento.
É importante
lembrar: O CULTO NEO-PENTECOSTAL É CONHECIDO – ENTRE OUTRAS COISAS – PELO
COSTUME DE APROPRIAR-SE DOS SÍMBOLOS DA RELIGIÃO JUDAICA, DESENVOLVENDO UMA
TENDÊNCIA INCOERENTE DE JUDAIZAR O CRISTIANISMO. Isto fica bem claro e provado
quando vemos nos púlpitos dos templos neo-pentecostais, réplicas da arca da
aliança, do castiçal das sinagogas e de outros utensílios símbolos da cultura
judaica, os quais tiveram o seu significado consumado em Jesus Cristo e no Seu
sacrifício na cruz. E também em templos que pretendem reproduzir a arquitetura
do tabernáculo ou do templo de Jerusalém.
(continua
abaixo)
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