(publicado no FB em 23 de junho de 2014)
Hoje eu quero agradecer aqui a todos os que
se lembraram do meu aniversário e vieram demonstrar o seu carinho e atenção a
mim. Tirando o fato que o Facebook nos ajudar a lembrar, a atitude de
manifestar-se é uma iniciativa pessoal e saibam que eu valorizo muito isto.
O dia 22 de junho de 1963 foi um sábado e,
segundo a minha mãe, foi um dia muito frio e muito doloroso para ela.
Ela estava em trabalho de parto havia muitas
horas e naquele tempo não havia o recurso da cesareana; então ela sofreu muito
com as dores das contrações.
Quando finalmente chegou o momento em que eu
deveria nascer, eram 07:00h - o horário da troca de plantão na grande maioria
dos hospitais - e minha mãe foi deixada sozinha na sala de parto pelos
profissionais "responsáveis" e creio que, por ser uma manhã de
sábado, minha mãe relata que as conversas que se ouvia eram descontraídas e
marcadas por risadas. As pessoas se distraíram naquelas conversas e esqueceram
a minha mãe sozinha. Hoje eu vejo isto como uma sutileza do inimigo para aumentar
as probabilidades de eu não nascer com vida.
Foi preciso que a minha mãe descesse da mesa
de parto sangrando e saísse da sala gritando por ajuda e houve uma correria
geral para acudir.
Então, às 07:30 da manhã do dia 22 de junho
eu nasci.
Agradeço à minha mãe por não desistir e por
lutar pela minha vida. Espero poder honrá-la enquanto eu e ela vivermos.
Agradeço à minha esposa Liége Santos que, por
bênção de Deus, torna mais especial não apenas este dia, mas todo o meu viver.
Agradeço a todas as pessoas que valorizaram e
valorizam este dia porque, fazendo isto, valorizam também o esforço e
sacrifício doloroso feito pela minha mãe.
Que o Senhor a todos abençoe.
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